Serviço
SMED: mudanças de série mais rápidas
6 a 12 semanas
O problema
“As mudanças de série demoram uma eternidade.”
O problema
Cada mudança de série é feita de maneira diferente, conforme o turno e quem está. Procuram-se ferramentas com a máquina parada, espera-se pela manutenção, afina-se por tentativa. Como as mudanças demoram, fazem-se lotes maiores para as evitar, e é aí que o stock cresce e os prazos começam a falhar.
O que inclui
- Observação e registo de mudanças de série reais, com a equipa que as faz
- Separação do que tem de ser feito com a máquina parada (setup interno) do que pode ser feito antes ou depois (setup externo)
- Revisão da sequência e trabalho em paralelo, incluindo a manutenção quando é precisa
- Checklist de preparação pré-setup e kits de ferramentas no sítio certo
- Instrução de trabalho da nova sequência, construída com quem a executa
- Acompanhamento no terreno até a nova sequência ser o hábito
Como funciona
Observar e medir
Acompanho mudanças de série reais, registo cada tarefa e quanto tempo a máquina fica parada em cada uma.
Separar interno e externo
Com a equipa, marco o que pode passar para antes da paragem, enquanto a máquina ainda trabalha.
Simplificar a sequência
Reordenamos tarefas, pomos pessoas a trabalhar em paralelo e eliminamos procuras e esperas.
Padronizar e acompanhar
A nova sequência vira instrução de trabalho e checklist, e acompanho no terreno até se manter sob pressão de produção.
O que é o SMED, em resumo
O SMED é um método para reduzir o tempo de mudança de série, separando o que tem mesmo de ser feito com a máquina parada do que pode ser feito com ela a trabalhar. O nome vem do inglês Single-Minute Exchange of Die. A ideia é simples: tudo o que se faz com a máquina parada custa produção, por isso cada tarefa que passa para antes ou para depois da paragem é tempo ganho.
Na prática, o SMED faz-se em três movimentos: separar as tarefas internas das externas, converter internas em externas sempre que possível e simplificar as que sobram, com trabalho em paralelo, fixações mais rápidas e afinações padronizadas.
Um exemplo do terreno: a limpeza geral de uma extrusora
Muitas vezes o ganho está na ordem das tarefas, e não na velocidade de quem as faz. Numa fábrica de cabos onde fui responsável de Melhoria Contínua, trabalhei a limpeza geral de uma extrusora, a máquina gargalo da produção. Havia uma etapa crítica, que podia precisar da manutenção, que era feita no fim e deixava a equipa parada à espera. Passou para o início, com a manutenção a trabalhar em paralelo enquanto as restantes etapas avançavam. Foi uma entre várias alterações à sequência, e com elas a limpeza geral passou a fazer-se em menos de metade do tempo de referência (ver o caso).
Reduzir o tempo foi a parte fácil. O difícil foi tornar a nova sequência um hábito, com pressão de produção. O que ajudou: construir a sequência com a equipa, uma checklist de preparação pré-setup com 32 pontos, a tomada de conhecimento da nova instrução de trabalho e o acompanhamento no terreno.
Porque é que o SMED não se mantém sozinho
Porque a sequência antiga é o hábito, e o hábito volta sempre que há pressa. É por isso que um projeto de SMED não acaba quando o tempo baixa. Acaba quando a nova sequência é feita da mesma forma em todos os turnos, sem ninguém a vigiar. A instrução de trabalho, a checklist e o acompanhamento no terreno existem para isso.
Antes
- Com a máquina parada: Procurar e preparar ferramentas
- Com a máquina parada: Esperar pela manutenção
- Com a máquina parada: Trocar
- Com a máquina parada: Afinar por tentativa
Depois
- Com a máquina a trabalhar: Preparar com checklist, antes da paragem
- Com a máquina parada: Trocar, com a manutenção em paralelo
- Com a máquina parada: Afinar com padrão
O que muda depois
- A máquina fica menos tempo parada em cada mudança de série.
- As mudanças passam a ser feitas da mesma forma em todos os turnos.
- Com mudanças mais curtas, é possível trabalhar com lotes menores e responder mais depressa às encomendas.
- A equipa conhece o método e consegue aplicá-lo a outras máquinas.
A quem se destina
Para quem é
- Fábricas com mudanças de série frequentes: injeção, extrusão, estampagem, maquinação, cablagem.
- Máquinas gargalo, onde cada minuto parado é produção perdida para a fábrica inteira.
- Empresas que fazem lotes grandes só para evitar mudanças.
Para quem não é
- Linhas dedicadas a um só produto, sem mudanças de série.
- Quem procura apenas comprar equipamento de troca rápida sem mexer no método: o equipamento ajuda, mas sem sequência e rotina não se mantém.
Perguntas frequentes
Quanto se consegue reduzir o tempo de setup?
Depende muito do ponto de partida, por isso não prometo percentagens. O que garanto é medir antes e depois com o mesmo método, para o resultado ser claro.
É preciso investir em ferramentas?
Muitas vezes não, pelo menos no início. A maior parte do ganho vem de reorganizar a sequência e preparar antes da paragem. Pequenos investimentos (carrinhos, fixações rápidas) avaliam-se depois, caso a caso.
Porque é que demora 6 a 12 semanas, se a mudança da sequência é rápida?
Porque reduzir o tempo é a parte fácil. O resto do tempo é para a nova sequência se tornar hábito em todos os turnos, com pressão de produção.
Por que máquina começamos?
Normalmente pela que limita a produção (o gargalo) ou pela que muda de série mais vezes. O Diagnóstico Express ajuda a escolher.
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Um modelo para usar na sua fábrica

Checklist de preparação pré-setup (SMED)
Tudo o que tem de estar junto à máquina antes de ela parar, numa folha que a equipa preenche em poucos minutos. É a forma mais simples de tirar procuras e esperas de dentro da mudança de série.
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Sem custo. Percebo o problema principal e digo-lhe se este é o serviço certo, ou se faz mais sentido começar por outro lado.