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Melhor.ia · por Pedro MaiaMelhor.ia · por Pedro Maia

Serviço

SMED: mudanças de série mais rápidas

Separar o que se pode fazer com a máquina a trabalhar, rever a sequência e criar um padrão que a equipa mantém.

6 a 12 semanas

O problema

“As mudanças de série demoram uma eternidade.”

O problema

Cada mudança de série é feita de maneira diferente, conforme o turno e quem está. Procuram-se ferramentas com a máquina parada, espera-se pela manutenção, afina-se por tentativa. Como as mudanças demoram, fazem-se lotes maiores para as evitar, e é aí que o stock cresce e os prazos começam a falhar.

O que inclui

  • Observação e registo de mudanças de série reais, com a equipa que as faz
  • Separação do que tem de ser feito com a máquina parada (setup interno) do que pode ser feito antes ou depois (setup externo)
  • Revisão da sequência e trabalho em paralelo, incluindo a manutenção quando é precisa
  • Checklist de preparação pré-setup e kits de ferramentas no sítio certo
  • Instrução de trabalho da nova sequência, construída com quem a executa
  • Acompanhamento no terreno até a nova sequência ser o hábito

Como funciona

  1. Observar e medir

    Acompanho mudanças de série reais, registo cada tarefa e quanto tempo a máquina fica parada em cada uma.

  2. Separar interno e externo

    Com a equipa, marco o que pode passar para antes da paragem, enquanto a máquina ainda trabalha.

  3. Simplificar a sequência

    Reordenamos tarefas, pomos pessoas a trabalhar em paralelo e eliminamos procuras e esperas.

  4. Padronizar e acompanhar

    A nova sequência vira instrução de trabalho e checklist, e acompanho no terreno até se manter sob pressão de produção.

O que é o SMED, em resumo

O SMED é um método para reduzir o tempo de mudança de série, separando o que tem mesmo de ser feito com a máquina parada do que pode ser feito com ela a trabalhar. O nome vem do inglês Single-Minute Exchange of Die. A ideia é simples: tudo o que se faz com a máquina parada custa produção, por isso cada tarefa que passa para antes ou para depois da paragem é tempo ganho.

Na prática, o SMED faz-se em três movimentos: separar as tarefas internas das externas, converter internas em externas sempre que possível e simplificar as que sobram, com trabalho em paralelo, fixações mais rápidas e afinações padronizadas.

Um exemplo do terreno: a limpeza geral de uma extrusora

Muitas vezes o ganho está na ordem das tarefas, e não na velocidade de quem as faz. Numa fábrica de cabos onde fui responsável de Melhoria Contínua, trabalhei a limpeza geral de uma extrusora, a máquina gargalo da produção. Havia uma etapa crítica, que podia precisar da manutenção, que era feita no fim e deixava a equipa parada à espera. Passou para o início, com a manutenção a trabalhar em paralelo enquanto as restantes etapas avançavam. Foi uma entre várias alterações à sequência, e com elas a limpeza geral passou a fazer-se em menos de metade do tempo de referência (ver o caso).

Reduzir o tempo foi a parte fácil. O difícil foi tornar a nova sequência um hábito, com pressão de produção. O que ajudou: construir a sequência com a equipa, uma checklist de preparação pré-setup com 32 pontos, a tomada de conhecimento da nova instrução de trabalho e o acompanhamento no terreno.

Porque é que o SMED não se mantém sozinho

Porque a sequência antiga é o hábito, e o hábito volta sempre que há pressa. É por isso que um projeto de SMED não acaba quando o tempo baixa. Acaba quando a nova sequência é feita da mesma forma em todos os turnos, sem ninguém a vigiar. A instrução de trabalho, a checklist e o acompanhamento no terreno existem para isso.

Antes

  1. Com a máquina parada: Procurar e preparar ferramentas
  2. Com a máquina parada: Esperar pela manutenção
  3. Com a máquina parada: Trocar
  4. Com a máquina parada: Afinar por tentativa

Depois

  1. Com a máquina a trabalhar: Preparar com checklist, antes da paragem
  2. Com a máquina parada: Trocar, com a manutenção em paralelo
  3. Com a máquina parada: Afinar com padrão
Máquina parada Máquina a trabalharIlustrativo, sem tempos reais: o que encolhe é o tempo com a máquina parada.

O que muda depois

  • A máquina fica menos tempo parada em cada mudança de série.
  • As mudanças passam a ser feitas da mesma forma em todos os turnos.
  • Com mudanças mais curtas, é possível trabalhar com lotes menores e responder mais depressa às encomendas.
  • A equipa conhece o método e consegue aplicá-lo a outras máquinas.

A quem se destina

Para quem é

  • Fábricas com mudanças de série frequentes: injeção, extrusão, estampagem, maquinação, cablagem.
  • Máquinas gargalo, onde cada minuto parado é produção perdida para a fábrica inteira.
  • Empresas que fazem lotes grandes só para evitar mudanças.

Para quem não é

  • Linhas dedicadas a um só produto, sem mudanças de série.
  • Quem procura apenas comprar equipamento de troca rápida sem mexer no método: o equipamento ajuda, mas sem sequência e rotina não se mantém.

Perguntas frequentes

Quanto se consegue reduzir o tempo de setup?

Depende muito do ponto de partida, por isso não prometo percentagens. O que garanto é medir antes e depois com o mesmo método, para o resultado ser claro.

É preciso investir em ferramentas?

Muitas vezes não, pelo menos no início. A maior parte do ganho vem de reorganizar a sequência e preparar antes da paragem. Pequenos investimentos (carrinhos, fixações rápidas) avaliam-se depois, caso a caso.

Porque é que demora 6 a 12 semanas, se a mudança da sequência é rápida?

Porque reduzir o tempo é a parte fácil. O resto do tempo é para a nova sequência se tornar hábito em todos os turnos, com pressão de produção.

Por que máquina começamos?

Normalmente pela que limita a produção (o gargalo) ou pela que muda de série mais vezes. O Diagnóstico Express ajuda a escolher.

Modelo gratuito

Um modelo para usar na sua fábrica

  • Checklist de preparação pré-setup (SMED)

    Tudo o que tem de estar junto à máquina antes de ela parar, numa folha que a equipa preenche em poucos minutos. É a forma mais simples de tirar procuras e esperas de dentro da mudança de série.

    Receber o modeloPDF, A4, 2 páginas

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