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Melhor.ia · por Pedro MaiaMelhor.ia · por Pedro Maia

Serviço

Redução de sucata e retrabalho

Medir onde se perde material, atacar as causas com a equipa e medir o resultado antes e depois.

6 a 12 semanas

O problema

“Perdemos dinheiro em sucata e retrabalho.”

O problema

A sucata e o retrabalho são aceites como parte do processo. Sabe-se que existem, mas não se medem por causa, por isso não se sabe quais pesam mais nem quanto custam. As ações acabam por ser genéricas (mais atenção, mais controlo, mais uma inspeção) e as perdas voltam, porque a causa continua lá.

O que inclui

  • Registo da sucata e do retrabalho por causa, produto e máquina, simples o suficiente para ser feito no posto
  • Pareto das perdas em quantidade e em custo, para escolher onde atacar
  • Análise das causas principais com a equipa, com A3 e sessões Kaizen
  • Implementação das ações no terreno: métodos, parâmetros, dispositivos à prova de erro, instruções de trabalho
  • Medição antes e depois, em € ou em %
  • Rotina de acompanhamento para que o resultado se mantenha depois do projeto

Como funciona

  1. Medir

    Ponho a sucata e o retrabalho a ser registados por causa, sem burocracia, e junto o que já existe nos registos.

  2. Escolher onde atacar

    O Pareto mostra as duas ou três causas que mais pesam, em quantidade e em custo. É por aí que começamos.

  3. Atacar as causas

    Com a equipa, chego à causa de cada perda e testo as alterações no terreno, uma de cada vez, a medir o efeito.

  4. Padronizar e acompanhar

    O que resulta passa a padrão, com instruções de trabalho e uma rotina curta para manter o ganho.

Por onde começar: o Pareto das perdas

Começa-se por saber que causas pesam mais, e só depois se decide o que fazer. Um Pareto ordena as causas da maior para a menor perda. Quase sempre, duas ou três explicam a maior parte. Atacar essas primeiro dá resultado depressa e mostra à equipa que o esforço compensa.

O Pareto deve ser feito em quantidade e também em custo. Uma causa que gera muitas peças rejeitadas, mas baratas, pode valer menos do que outra rara, mas cara. É o custo que diz por onde começar; a quantidade ajuda a perceber o processo.

Um exemplo do terreno: o cobre na blindagem

Às vezes o desperdício está escondido numa margem de segurança que ninguém questiona. Numa fábrica de cabos onde fui responsável de Melhoria Contínua, o consumo de fio de cobre na blindagem tinha uma folga: o fio atribuído a cada carga era várias vezes superior ao necessário, e o excedente acabava em sobras, abates e sucata. Além disso, a estimativa de fio restante dada pela máquina não batia com o que estava, de facto, na bobine, e trocavam-se bobines que ainda davam para mais um corte.

As mudanças foram simples: medição física das bobines, ajuste da quantidade carga a carga e aproveitamento das sobras. Nos três meses seguintes, o balanço de consumo passou a positivo e anulou todo o défice acumulado no início do ano, com o produto igual (ver o caso). Nenhuma destas ações exigiu investimento; exigiu medir o que se assumia como certo.

Sucata não é só material

O custo da não qualidade inclui o tempo de máquina, a energia e as horas de retrabalho, além do material. Uma peça rejeitada no fim da linha já consumiu tudo o que a linha lhe deu. Por isso, quando calculo o ganho de uma ação, conto o que realmente se poupa, e digo sempre em que pressupostos assenta a conta.

Pareto de perdas (ilustrativo)Barras de perdas por causa, ordenadas da maior para a menor, com a linha do acumulado. As duas primeiras causas explicam a maior parte da perda.ABCDEOutrasPerda (€ ou kg)Acumulado
Ilustrativo, sem dados reais. As causas ordenam-se da maior para a menor perda; a linha mostra o acumulado. Quase sempre, duas ou três causas explicam a maior parte: é por aí que se começa.

O que muda depois

  • Sabe quanto custa a sucata e o retrabalho, e quais são as causas que mais pesam.
  • As causas principais estão tratadas na origem, e não escondidas por mais inspeção.
  • O resultado está medido antes e depois, em € ou em %, com o mesmo método.
  • A equipa sabe usar o Pareto e o A3 para atacar a próxima perda sem ajuda.

A quem se destina

Para quem é

  • Fábricas com perdas de material visíveis: aparas, peças rejeitadas, sobras, lotes retrabalhados.
  • Processos de transformação em que a matéria-prima pesa no custo: metal, polímeros, cobre, borracha.
  • Direções que querem ver o resultado em euros, e não só em percentagem de rejeição.

Para quem não é

  • Quem procura apenas aumentar a inspeção final: o objetivo é deixar de produzir defeitos, não apanhá-los melhor.
  • Problemas que exigem a reformulação do produto ou do equipamento: aí o primeiro passo é engenharia.

Perguntas frequentes

E se não tivermos registo de sucata por causa?

É o caso mais comum. Começamos por um registo simples no posto, com poucas causas pré-definidas, durante algumas semanas. Isso já chega para o primeiro Pareto.

Como se mede o resultado?

Com o mesmo indicador antes e depois, definido no início do projeto (quilos, peças ou euros por unidade produzida), para que a comparação seja justa.

A equipa tem tempo para isto?

As sessões são curtas e marcadas com antecedência. Parte do trabalho é precisamente feito por mim, no terreno, para não sobrecarregar ninguém.

E depois do projeto?

Fica uma rotina curta de acompanhamento (o indicador semanal e uma revisão das ações) e, se quiser, acompanhamento mensal.

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Sem custo. Percebo o problema principal e digo-lhe se este é o serviço certo, ou se faz mais sentido começar por outro lado.