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Melhor.ia · por Pedro MaiaMelhor.ia · por Pedro Maia

Ferramenta

Calculadora de OEE

Calcule o OEE de uma máquina ou linha: disponibilidade × desempenho × qualidade, com a decomposição das perdas em minutos. Altere os valores do exemplo pelos seus.
min

O tempo em que a máquina devia estar a produzir (ex.: turno menos pausas planeadas).

min

Avarias, setups, falta de material, esperas: tudo o que parou a máquina nesse tempo.

s/peça

Quanto tempo leva uma peça à velocidade nominal da máquina.

peças

Todas as peças que saíram, boas e más.

peças

Peças conformes à primeira, sem retrabalho.

Os valores de partida são um exemplo ilustrativo (um turno de 8 horas). O cálculo é feito no seu navegador: nenhum valor é enviado para lado nenhum.

Resultado

OEE

71,3%

Disponibilidade87,5%

tempo de operação ÷ tempo planeado

Desempenho85,7%

(ciclo ideal × peças produzidas) ÷ tempo de operação

Qualidade95,0%

peças boas ÷ peças produzidas

Para onde foi o tempo planeado

Produção boa ao ritmo ideal
342 min
Perda de qualidade
18 min
Perda de desempenho (velocidade)
60 min
Perda de disponibilidade (paragens)
60 min

O que é o OEE

O OEE (Overall Equipment Effectiveness, ou eficiência global do equipamento) é a parte do tempo planeado que se transformou em peças boas, à velocidade ideal. Um OEE de 70% quer dizer que, de cada 10 horas planeadas, só 7 renderam o que deviam. As outras 3 perderam-se em paragens, em ritmo abaixo do ideal ou em peças más.

O valor do OEE está menos no número final e mais na decomposição: mostra se a perda está em a máquina parar, em andar devagar ou em fazer peças que não servem. Cada uma tem causas e soluções diferentes.

Como calcular o OEE: a fórmula

OEE = Disponibilidade × Desempenho × Qualidade. Com os valores do exemplo acima (um turno de 8 horas, ilustrativo):

FatorFórmulaExemplo
Disponibilidade(tempo planeado − paragens) ÷ tempo planeado(480 − 60) ÷ 480 = 87,5%
Desempenho(ciclo ideal × peças produzidas) ÷ tempo de operação(30 s × 720) ÷ (420 × 60 s) = 85,7%
Qualidadepeças boas ÷ peças produzidas684 ÷ 720 = 95,0%
OEEos três multiplicados87,5% × 85,7% × 95,0% = 71,3%

Há uma forma mais curta de chegar ao mesmo resultado, que serve para confirmar as contas: o tempo de produção boa é o ciclo ideal vezes as peças boas (30 s × 684 = 342 minutos), e 342 ÷ 480 dá os mesmos 71,3%.

Os três fatores, um a um

Disponibilidade: a máquina parou?

Mede o tempo perdido com a máquina parada. Entram avarias, setups e mudanças de série, falta de material, falta de operador e esperas pela manutenção ou pela qualidade. Quando o setup é a maior fatia, o caminho costuma ser o SMED.

Desempenho: andou ao ritmo certo?

Mede o tempo perdido com a máquina a trabalhar abaixo do ritmo ideal. São as microparagens que ninguém regista, a velocidade reduzida “por segurança” e os arranques lentos. Se o desempenho der mais de 100%, o problema está quase sempre no tempo de ciclo ideal escolhido, não na máquina.

Qualidade: as peças servem?

Mede o tempo gasto a produzir peças que não servem à primeira. Conta a sucata e também o retrabalho: uma peça retrabalhada não é uma peça boa. Para atacar esta parte, o ponto de partida é um Pareto das perdas.

Erros comuns a medir o OEE

  • Escolher mal o tempo de ciclo ideal. Usar a média do que a máquina costuma fazer esconde as perdas de velocidade. O ideal é o ciclo nominal ou o melhor ciclo demonstrado de forma sustentada.
  • Tirar os setups das paragens “porque são planeados”. O OEE sobe, mas some a perda onde muitas vezes está a maior oportunidade.
  • Contar peças retrabalhadas como boas. A qualidade fica bonita e o custo do retrabalho desaparece do indicador.
  • Comparar máquinas diferentes pelo OEE. Produtos, ciclos e formas de contar diferentes tornam a comparação enganadora.
  • Medir uma vez por mês, à mão. Quando o número chega, já não se lembra ninguém do que aconteceu naquele turno.

Como interpretar o resultado

Compare a mesma máquina consigo própria, antes e depois de uma mudança. Os valores de referência que circulam variam muito com o setor e com a forma de contar, e usados fora de contexto induzem em erro. O que interessa é saber qual das três perdas pesa mais e se está a diminuir.

Um bom primeiro passo é calcular o OEE por turno durante duas ou três semanas e olhar para a decomposição: a fatia maior diz por onde começar. O guia O que é Melhoria Contínua explica como transformar esse número numa rotina de melhoria.