Ferramenta
Calculadora de OEE
Resultado
OEE
71,3%
tempo de operação ÷ tempo planeado
(ciclo ideal × peças produzidas) ÷ tempo de operação
peças boas ÷ peças produzidas
Para onde foi o tempo planeado
- Produção boa ao ritmo ideal
- 342 min
- Perda de qualidade
- 18 min
- Perda de desempenho (velocidade)
- 60 min
- Perda de disponibilidade (paragens)
- 60 min
O que é o OEE
O OEE (Overall Equipment Effectiveness, ou eficiência global do equipamento) é a parte do tempo planeado que se transformou em peças boas, à velocidade ideal. Um OEE de 70% quer dizer que, de cada 10 horas planeadas, só 7 renderam o que deviam. As outras 3 perderam-se em paragens, em ritmo abaixo do ideal ou em peças más.
O valor do OEE está menos no número final e mais na decomposição: mostra se a perda está em a máquina parar, em andar devagar ou em fazer peças que não servem. Cada uma tem causas e soluções diferentes.
Como calcular o OEE: a fórmula
OEE = Disponibilidade × Desempenho × Qualidade. Com os valores do exemplo acima (um turno de 8 horas, ilustrativo):
| Fator | Fórmula | Exemplo |
|---|---|---|
| Disponibilidade | (tempo planeado − paragens) ÷ tempo planeado | (480 − 60) ÷ 480 = 87,5% |
| Desempenho | (ciclo ideal × peças produzidas) ÷ tempo de operação | (30 s × 720) ÷ (420 × 60 s) = 85,7% |
| Qualidade | peças boas ÷ peças produzidas | 684 ÷ 720 = 95,0% |
| OEE | os três multiplicados | 87,5% × 85,7% × 95,0% = 71,3% |
Há uma forma mais curta de chegar ao mesmo resultado, que serve para confirmar as contas: o tempo de produção boa é o ciclo ideal vezes as peças boas (30 s × 684 = 342 minutos), e 342 ÷ 480 dá os mesmos 71,3%.
Os três fatores, um a um
Disponibilidade: a máquina parou?
Mede o tempo perdido com a máquina parada. Entram avarias, setups e mudanças de série, falta de material, falta de operador e esperas pela manutenção ou pela qualidade. Quando o setup é a maior fatia, o caminho costuma ser o SMED.
Desempenho: andou ao ritmo certo?
Mede o tempo perdido com a máquina a trabalhar abaixo do ritmo ideal. São as microparagens que ninguém regista, a velocidade reduzida “por segurança” e os arranques lentos. Se o desempenho der mais de 100%, o problema está quase sempre no tempo de ciclo ideal escolhido, não na máquina.
Qualidade: as peças servem?
Mede o tempo gasto a produzir peças que não servem à primeira. Conta a sucata e também o retrabalho: uma peça retrabalhada não é uma peça boa. Para atacar esta parte, o ponto de partida é um Pareto das perdas.
Erros comuns a medir o OEE
- Escolher mal o tempo de ciclo ideal. Usar a média do que a máquina costuma fazer esconde as perdas de velocidade. O ideal é o ciclo nominal ou o melhor ciclo demonstrado de forma sustentada.
- Tirar os setups das paragens “porque são planeados”. O OEE sobe, mas some a perda onde muitas vezes está a maior oportunidade.
- Contar peças retrabalhadas como boas. A qualidade fica bonita e o custo do retrabalho desaparece do indicador.
- Comparar máquinas diferentes pelo OEE. Produtos, ciclos e formas de contar diferentes tornam a comparação enganadora.
- Medir uma vez por mês, à mão. Quando o número chega, já não se lembra ninguém do que aconteceu naquele turno.
Como interpretar o resultado
Compare a mesma máquina consigo própria, antes e depois de uma mudança. Os valores de referência que circulam variam muito com o setor e com a forma de contar, e usados fora de contexto induzem em erro. O que interessa é saber qual das três perdas pesa mais e se está a diminuir.
Um bom primeiro passo é calcular o OEE por turno durante duas ou três semanas e olhar para a decomposição: a fatia maior diz por onde começar. O guia O que é Melhoria Contínua explica como transformar esse número numa rotina de melhoria.