Serviço
Dashboards e KPIs de produção
2 a 3 semanas
O problema
“Só sei como correu o mês quando o mês acaba.”
O problema
Os números existem, espalhados pelo ERP, por folhas de cálculo e por papéis no posto. Juntá-los dá trabalho, por isso faz-se uma vez por mês, e quando o relatório chega já não há nada a fazer sobre o que correu mal. Sem indicadores diários fiáveis, as reuniões discutem impressões e cada chefia tem os seus números.
O que inclui
- Escolha dos indicadores com a direção e as chefias: OEE, sucata, cumprimento do plano e os que fizerem sentido
- Ligação às fontes que já existem (ERP, folhas de cálculo, registos de produção), sem trocar de sistema
- Tratamento e normalização dos dados com Power Query ou Python
- Dashboard por máquina, linha e turno, legível na sala de reuniões e no quadro do chão de fábrica
- Regras simples para os registos que faltam: o que registar, quem e quando
- Formação de quem vai usar e manter o dashboard
Como funciona
Escolher o que medir
Com a direção e as chefias, defino poucos indicadores, cada um com uma definição escrita e uma pergunta a que responde.
Ligar e limpar os dados
Ligo as fontes que existem e trato o que vem desarrumado, para que o mesmo número dê sempre o mesmo resultado.
Construir com quem vai usar
Mostro versões cedo e ajusto com operadores e chefias, porque um dashboard que ninguém abre não serve para nada.
Pôr em rotina
O dashboard entra nas reuniões de produção e fica documentado, com a equipa formada para o manter.
Indicadores que se atualizam sozinhos
O objetivo não é um dashboard bonito: é o número de ontem estar disponível hoje de manhã, sem ninguém o montar. Um indicador que chega no fim do mês serve para explicar o que correu mal, não para o evitar. Quando o OEE, a sucata e o cumprimento do plano aparecem por turno, as chefias reagem enquanto ainda dá para mudar alguma coisa.
Por isso começo pelas perguntas, e não pelos gráficos. Que decisão se toma com este número? Quem o vê, e quando? Um bom dashboard de produção tem poucos indicadores, cada um com uma definição escrita, uma fonte conhecida e um dono.
Os dados existem. Falta lê-los
Quase todas as fábricas já têm os dados de que precisam; o problema é estarem espalhados e desligados. Numa fábrica de cabos onde fui responsável de Melhoria Contínua, os relatórios de qualidade das linhas de extrusão (diâmetros, espessuras, excentricidades) eram guardados e só consultados depois de um defeito ou de uma reclamação. Os dados existiam. Faltava lê-los.
O primeiro passo nem sequer foi tecnológico: normalizar os relatórios para que cada um ficasse ligado à sua ordem de fabrico. Só depois disso faz sentido calcular, comparar e mostrar. É esta a ordem que sigo em qualquer projeto de indicadores: primeiro arrumar a origem, depois automatizar, e só no fim desenhar o ecrã.
Ferramentas simples, que a equipa consegue manter
Uso as ferramentas que a empresa já tem sempre que chegam. Excel com Power Query resolve muitos casos e qualquer chefia o conhece. Quando não chega, uso Python para tratar volumes maiores ou fontes mais difíceis. A escolha é feita a pensar em quem vai manter o dashboard, porque um dashboard de que só o consultor percebe acaba por deixar de ser atualizado.
O que muda depois
- O desempenho de ontem está visível hoje de manhã, por máquina, linha e turno.
- As reuniões de produção discutem os mesmos números, e não versões diferentes.
- Os desvios aparecem a tempo de reagir, e não no fecho do mês.
- Ninguém perde horas a montar o relatório: os dados atualizam-se sozinhos.
A quem se destina
Para quem é
- Fábricas que já registam produção, paragens ou sucata, mesmo que seja em papel ou em Excel.
- Direções que querem acompanhar a produção sem esperar pelo fecho do mês.
- Chefias que precisam de números fiáveis para as reuniões diárias.
Para quem não é
- Quem não regista nada e não está disposto a começar: primeiro é preciso criar o registo, e aí começamos pelo Diagnóstico Express.
- Quem procura a implementação de um ERP ou de um MES completo.
Perguntas frequentes
Preciso de comprar software?
Na maior parte dos casos, não. Começo com o que a empresa já tem, muitas vezes Excel com Power Query e o ERP. Se fizer falta outra ferramenta, discutimos antes de avançar.
E se os dados estiverem em papel?
É frequente. Parte do projeto pode ser simplificar o registo no posto, para que o dado chegue ao dashboard sem ser passado à mão.
Quem mantém o dashboard depois?
A equipa. A formação e a documentação fazem parte do projeto, para que o dashboard não dependa de mim.
O dashboard calcula o OEE?
Sim, desde que haja registo de paragens e de peças produzidas e boas. Na calculadora de OEE do site pode ver como se decompõe.
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Sem custo. Percebo o problema principal e digo-lhe se este é o serviço certo, ou se faz mais sentido começar por outro lado.